Post-244

Lista dos melhores livros de todos os tempos (www.thegreatestbooks.org)

139. O sono eterno (The Big Sleep), Raymond Chandler (1888-1959)

O autor norte-americano Raymond Chandler notabilizou-se na redação de livros policiais, criando um dos detetives particulares mais famosos do mundo, o carismático Philip Marlowe. Na sua infância e adolescência, Chandler viveu na Irlanda e na Inglaterra devido à separação dos pais. Em 1912 retornou aos EUA, tendo iniciado sua vida profissional como contador e evoluído para uma carreira de negócios abalada pela época da Grande Depressão. As dificuldades financeiras o mergulharam em crises de alcoolismo e tentativa de suicídio. Na sua trajetória literária, a primeira obra foi a que alcançou o maior sucesso. “O sono eterno”, publicado em 1939, representou uma nova era nas misteriosas histórias de detetives particulares. Este livro mostra a investigação de uma chantagem sofrida por um velho militar, a qual vai desvelando sombrios segredos relacionados à sua família.

Chandler escreveu sete romances policiais, vários deles adaptados para as telas do cinema. Ele próprio era um destacado roteirista, tendo trabalhado com muitos diretores da Era de Ouro de Hollywood. Curiosamente, quase todos os livros policiais de Chandler possuem títulos distintos no Brasil e em Portugal. Por exemplo, em terras lusitanas o livro “O sono eterno” transformou-se em “À beira do abismo”. O filme correspondente, lançado em 1946, contou com a direção de Howard Hawks (1896-1977) e com a presença dos celebrados atores Humphrey Bogart (1899-1957) e Lauren Bacall (1924-2014).

Em 1948 Chandler foi forçado a renunciar à cidadania britânica como consequência de problemas fiscais. Tal episódio acentuou ainda mais as crises de alcoolismo do renomado escritor, que veio a falecer com 71 anos de idade por pneumonia.

O livro “O sono eterno” foi lançado em diversas edições pela Alfaguara (tradução de Bráulio Tavares) e pela L&PM (tradução de William Lagos).    

Línguas da Micronésia

Na continuidade da apresentação dos idiomas da grande família malaio-polinésia, iniciaremos aqui os comentários sobre as línguas da Micronésia. Em primeiro lugar é conveniente que o leitor tenha a noção geográfica das diversas ilhas do Pacífico, agrupadas conforme suas características e localização:

  • Micronésia: ilhas situadas a leste das Filipinas, a nordeste da Indonésia e ao norte da ilha de Nova Guiné. Neste grupo destacam-se os seguintes arquipélagos: Ilhas Marianas (que englobam as Ilhas Marianas do Norte e Guam), Ilhas Carolinas (onde estão os Estados Federados da Micronésia e Palau), Ilhas Marshall, Nauru e Kiribati. Já foram apresentados no Blog dois idiomas que, apesar de serem utilizados em países localizados na Micronésia, curiosamente, não pertencem ao grupo das línguas da Micronésia: chamorro (Posts 232 e 233, falado nas ilhas Marianas do Norte e em Guam) e palauense (Post 234, falado em Palau);
  • Melanésia: ilhas situadas a nordeste da Austrália e a leste da ilha de Nova Guiné. Os países ali localizados são Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledônia e Fiji. Observem que apenas algumas destas nações têm o atributo de “ilha” no nome, embora todas sejam regiões insulares;
  • Polinésia: designa as áreas do Pacífico central e meridional, onde estão localizadas a Nova Zelândia e a Polinésia Francesa, incluindo-se também a distante Ilha da Páscoa.

Certamente alguns dos leitores cultivavam o ingênuo raciocínio de que, após o período escolar, eles nunca mais teriam de se preocupar com Geografia. Desculpem-me, mas idiomas e países são conceitos inseparáveis. 

Estas regiões do Pacífico são designadas por palavras terminadas em “nésia”. Conforme já vimos em Post anterior, tal sufixo provém do grego nésos (νήσος), que significa “ilhas”. Portanto: Micronésia (ilhas pequenas), Melanésia (ilhas dos negros, pela cor da pele de seus habitantes) e Polinésia (muitas ilhas).

Os idiomas do grupo micronésio, que serão apresentados a seguir, são: kiribati, marshallês, chuquês, pohnpeian, nauruano e yapês.

Vencedores do Prêmio Cervantes de Literatura (25)

2023: Luis Mateo Díez (1942-): é um dos mais prolíficos escritores espanhóis, tendo publicado um acervo superior a 50 livros. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema. Formado em Direito pela Universidade Complutense de Madrid, Mateo recebeu diversas premiações, dentre elas o Prêmio Nacional das Letras Espanholas em 2020. À época da concessão do Prêmio Cervantes ele ainda permanecia inédito no Brasil.

2024: Álvaro Pombo (1939-): conhecido romancista e poeta espanhol, apresentando também destaque na vida política do país. É graduado em Filosofia e Letras pela Universidade Complutense de Madrid, tendo vivido em Londres por 11 anos. Pombo é membro da Real Academia Espanhola desde 2004. Suas obras ainda são inéditas no Brasil. 

Frase para sobremesa: A pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo (Olavo Bilac, 1865-1918).

Até a próxima!

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *